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Atrevi-me a escrever

Penso, logo escrevo. Porque pouco me atrevo a dizer.

Considerações de Segunda-Feira

Ora bom dia alegria! Eis algumas questões filosóficas para abrilhantar a semana:

 

  1. Até quando é razoável aguardar para esmurrar alguém que teima em não fazer o seu trabalho? Imaginem que contratam alguém para fazer um trabalho para o qual não têm competências para realizar. Agora imaginem que o trabalho já foi dado como "pronto" para aí umas dez vezes e que em nenhuma das vezes este estava efectivamente pronto (Nota: Depois de longos braços de ferro, e de verificar que não sou menina de me deixar vencer pelo cansaço, a pessoa em questão acaba por admitir que o trabalho não está bem feito.).
  2. Como fazer para esquecer que falta mais de um mês para as férias? Entro em negação, enrolo em posição fetal, tapo as orelhas e grito NÃOOOOO quando chega a hora de ir trabalhar? Venho trabalhar em robe e com rolos na cabeça? Trago umas garrafitas de cerveja, uns tremoços e "minuins" e fico para aqui a ouvir música o dia todo com os pés em cima da secretária?
  3. Como fazer para não derreter esta semana? Eh pá, o IPMA é que anda todo MIMIMI-vai-tar-calor...Encho um barril de gelo e enfio-me lá dentro só com a cabeça de fora?
  4. Quando teremos que começar todos a panicar com todo este blá-blá da Grécia? Além de sofrermos por simpatia para com os nossos amigos gregos, vamos sofrer mais ainda na carteira porque ser o "Bom Aluno" não é suficiente?
  5. Para quando uma moda que envolva palas de pirata? Depois das plataformas gigantes, das solas brancas, das socas de fazer inveja a qualquer holandês e dos óculos à aviador, acho que esta seria uma grande melhoria...
  6. Para quando o fim desta mariquice do "direito a usar maquilhagem" Vs "beleza natural"? Usem, não usem, who gives a flying f***? Cada um é que sabe da sua vidinha. De repente somos todos gente muito obstinada, somos Charlie, somos gays, somos naturais, somos artificiais...Por favor! Somos attention whores, essa é que essa! Sou toda a favor de defendermos as nossas ideias, desde que não seja só para estar in nas redes sociais.

 

E pronto, já está! Boa semanazona!

Carta aberta ao trabalhador oprimido


pre·po·tên·ci·a

substantivo feminino

1. Poder superior.

2. Abuso do poder ou da autoridade; acto despótico.

"prepotência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013,http://www.priberam.pt/dlpo/prepot%C3%AAncia [consultado em 22-12-2014].

 


 

A minha solidariedade com todos aqueles que têm chefes prepotentes. Pior ainda: têm que aturar todos os dias terceiros igualmente prepotentes, mesquinhos, pequenos, sem pingo de humildade, que não lhes pagam o salário, mas a quem devem mostrar sempre um sorriso simpático. A minha simpatia para com todos aqueles que têm de lidar com mentes pequeninas, ignorantes, com gente que tem apenas como cartão de visita mais euros nos bolsos do que qualquer um de nós. A minha amizade para todos aqueles que lidam com "financeiramente-ricos-mas-pobres- de-espírito". Quero apenas transmitir uma mensagem de esperança para todos aqueles que, com formação superior ou não, sendo pessoas muito bem formadas, têm de se submeter a idiotas, que mal sabem falar português, se acham donos do mundo porque podem comprá-lo. Dinheiro não compra educação, bom gosto, bom senso. Coisas em falta em muita gente, em muitos sapos que temos de engolir diariamente. O meu grande respeito por todos que, tal como eu, se sentem mais pequenos sabendo que são tão maiores. O meu grande respeito por quem sofre em silêncio porque precisa de trabalhar, precisa de dar o seu melhor todos os dias, para subsistir, para vencer.

 

Vocês são todos GRANDES, tal como eu. Tenham consciência do vosso valor, ainda que se sintam sós, não desistam, não baixem os braços. A vida sorrirá!

 

 

Em obras

 

Obras não são obras sem...

...vestígios de garrafas da Super Bock em todo o lado

...se poder escrever (a pó) o próprio nome ou desenhar a Mona Lisa em qualquer superfície

...se ficar sem luz porque foram cortados fios elétricos

...inundações porque foram cortados canos inadvertidamente

...entulho no jardim

...se ter de andar sempre com mil olhos a confirmar que está tudo a ficar como o desejado (e depois, no caso de não ficar, ter de provar porque é que as coisas não estão bem - basta olhar, mas profissional que é profissional defende o trabalho dos colegas até à morte)

...cantorias matutinas

...cheiros novos todos os dias

...arranhões no chão, arranhões nos móveis já existentes, arranhões nas paredes

...latas por todo o lado, mais latas, e ainda...mais latas

 

 

Calm down...

Calma lá...que o Jesus vai pó Sporting, não para o Porto!

 

 

A propósito, a mim o que me choca é aquele presidente do Sporting mandar embora um miracle-maker como o Marco Silva (não, não é qualquer um que pega numa equipa encostada na sargeta e a coloca em terceiro com miudinhos saídos da escola). Ele que aguarde e que não prescinda nem de um cêntimo de indeminização que já bastaram as bocas infelizes com que teve que levar durante a época.

Esta coisa das mudanças

 (Imagem retirada de: www.room-roommate.com)

 

Em pleno século XXI e ainda não inventaram uma forma mais prática de se fazer obras em casa sem que se ponha TUUUUDO de patas pró ar!

Sim senhora, com obras vai ficar tudo mais lindo e moderninho, mas o pó, os ziliões de caixotes cheios com toda uma vida coleccionada durante anos (sim, tirar ainda se tira mas depois parece-me sempre que há coisas que ficam nos caixotes por uma eternidade, sem sítio para as pôr de volta)...AAAHH! Sim, deve haver algures alguém que se possa contratar para fazer as mudanças, mas não é a mesma coisa (além do que iria doer-me pagar a alguém para tal).

Assim de repente, uma million dollar idea (Sharks, ponham aqui os olhinhos!):  uma pasta cujo recheio são todos os nossos pertences. Fechadinha é uma pasta normal, aberta...Puff...todos os nossos pertences arrumadinhos - incluindo móveis - personalizados e adaptáveis a qualquer mansão (como faziam os Jeffersons com os seus veículos).

E agora como vou arranjar todas as coisas que vou precisar nos próximos meses, para levá-las comigo enquanto durarem as obras? E se de repente começa a chover e se sente um frio glaciar? E se precisar por algum motivo de apontamentos da faculdade de há dez anos atrás? E se me apetecer muito mas mesmo muito ler um livro no qual não pego há dez anos?

Bem, vou fazer uma listinha...