Novamente acerca do Magic Mike XXL...
Se quiserem mesmo um enredo cheio de risos e lágrimas...guardem antes as pipocas para as críticas ao mesmo no IMDB.
As minhas sinceras desculpas por ter voltado ao tema. Mas é mesmo mauzinho.
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Se quiserem mesmo um enredo cheio de risos e lágrimas...guardem antes as pipocas para as críticas ao mesmo no IMDB.
As minhas sinceras desculpas por ter voltado ao tema. Mas é mesmo mauzinho.
Uma seca, muito obrigadinha. Mas é bom. Mais vale apanhar seca que andar a arrancar cabelos sem tempo sequer para dar um punzinho (ia dizer para respirar, mas "dar um punzinho" é mais poético).
...e o que mais me maravilhou foi a mini máquina de costura portátil que os moços tinham para dar uns arranjos nas fatiotas. Ou o filme é mesmo mau...ou eu preciso mesmo de aprender a costurar.
Acabei de ver que existe uma porcaria que se chama "Baía das estrelas", cujo spot publicitário consiste numa resma de pseudo atores/modelos, com sorrisos dignos de quem subiu ao céu, viu Deus em pessoa e voltou a descer. E a Lucyzinha? Que amor..."é incrível"...será que o Djaló ouvia isto muitas vezes?
Acho que terei em breve uma overdose de desenhos animados da Disney. Em breve começarei a pensar com a voz do Pateta ou do Donald. Vozinhas estridentes, perguntas incessantes (com as devidas respostas dadas em coro): o céu é azul, de que cor é o céu? Bem, se o cérebro já está cozinhado com sobrinhos, vai ser bonito quando forem filhos...
...a abrir um artigo do SAPO, com um título de aparência honesta, ali a puxar a conclusões científicas na desconstrução do comportamento humano, e apercebes-te de que se trata de uma cena de astrologia...Touché SAPO, touché ...
Sou a única gaja do mundo país que ainda não pôs os pés (uma única vez, este ano) na praia?
...eu cá chamo época da sardinhada, do bacalhau, da praia com gente a abarrotar, dos pés (e de todas as outras partes corporais) cheios de areia que teima em sair, dos ziliões de emigrantes que voltam à terra, de famílias enlatadas em pequenos automóveis que se podem ser avistados na autoestrada, com os vidros tapados por bóias, baldes, malas e mantinhas várias. É a época em que são ouvidas mais línguas diferentes por metro quadrado do que em qualquer outra altura (pior só mesmo na Torre de Babel). É a época de bailaricos e de todas as festas religiosas. Por isso, caríssimos, aqui têm a música ambiente de eleição - Enjoy! E virou...
Não posso dizer que nutro ódio profundo por alguém...talvez uma ou duas pessoas que estiveram na origem de épocas mais ou menos sofridas na minha curta vida.
Pessoas que, neste momento, não são as minhas pessoas preferidas? Sim, dessas tenho algumas: colegas com um punhalzinho sempre atrás das minhas costas, pessoas amigas afinal-não-tão-amigas-assim, pessoas que já foram algo e agora já não, pessoas que erraram e continuaram no pico das suas vidinhas...
Se para as primeiras me parece natural guardar um grande rancor, vincado, qual pedra cravada no peito que não tentamos sequer tirar, para as restantes, não é bem assim. Já comecei um ou outro livro daqueles repletos de sabedoria (ou pseudo-sabedoria, ainda não decidi), sobre meditação, paz interior, enfim, sobre expelir de nós uma grande parte da humanidade: o rancor. Nestes livros leio que sentimentos negativos nos consomem a alma, que o rancor é nefasto e que tudo deve passar por nós, mas não ficar, como a água de um rio, que passa no seu leito sem nunca se prender ao mesmo lugar. Eu acredito que guardar rancor nada traz de bom, mas também duvido muito da veracidade da expressão forgive but not forget. Qual é então o segredo? Guardar os acontecimentos de modo a nos precavermos e a evitarmos que se repitam no futuro? É mesmo possível aprender com eventos passados e permitir que eles passem, como um rio, sem fazer qualquer alteração no nosso estado de espírito? É possível sorrir da mesma forma, confiar da mesma forma, viver em paz da mesma forma com pessoas que, segundo o que recordamos, pura e simplesmente não são confiáveis? E se sim, é justo para nós? Não é só negligenciar eventos passados em prol de uma paz fictícia?
Rancor é negro, pontiagudo, consome, queima, muda. Mas, e ignorar?
Férias. Mesmo que o mau tempo me leve da cama para o sofá, do sofá para a cama, para outros sítios igualmente resguardados...nada como as férias, em que fujo do mundo mas continuando aqui, escondo-me de tudo, mas à vista de todos. Tenho a cabeça acima do computador, virada para o lado oposto da televisão, longe das notícias, das coisinhas diversas do mundo. Porque o mundo de repente encolhe, fica pequenino. É o hoje, é o agora, é ele que viu isto, a menina que disse aquilo, o pai que foi ali, a irmã que foi acolá. Sou dona do meu tempo e do que nele entra. O que é que se pode querer mais?