Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Atrevi-me a escrever

Penso, logo escrevo. Porque pouco me atrevo a dizer.

Pára TUDO!

 (*"Pobre", não "podre". Um errozinho inofensivo na imagem que descobri pesquisando no amigo Google.)

 

Infalível, de ir às lágrimas, é solução para qualquer maleita.

Bateu uma saudadxi e aí oh fui buscá! 

OMG!

Siglas. Não gosto de siglas. Sobretudo se não as entendo. E ler toda uma conversa com estas coisas come-me o cérebro e obriga-me a ir ao Google pesquisar. "-Oh, viste o episódio da MIFFOHTF? / - Ah sim, adoro ver o MIFFOHTF /- O MIFFOHTF é a melhor série de seeeempre! / - E aquele pão do MIFFOHTF? Lindo de morrer!". E escrever UMA única vez o que quer dizer MIFFOHTF? Pois...Lá vou eu ao Google, e o santo do Google diz-me: Mommy I Finally Found Out How To Fart. Obrigadinha, realmente GIYF, amigos, GIYF...(poupo-vos uma viagem ao Google: GIYF = Google Is Your Friend).

 

PS: O nome da série é fictício, por isso escusam de ir procurá-la com o entusiasmo que sei que vos caracteriza a todos, sim? MAS, se algum dia fizerem uma série com este nome, certamente que irei reclamar os meus direitos.

Portugal na tv

Ontem vi mais um episódio da Marvel´s Agents of S.H.I.E.L.D. (ter tempo para ver um episódio INTEIRO seguido é maravilhoso de tão raro que é) e o dito cujo teve lugar (supostamente) em Portugal. Faro e Chaves, para ser mais precisa. Ora a mim dá-me calafrios quando aparecem (pseudo) portugueses ou brasileiros a falar português. Lembro-me de um episódio de Lost em que tive mesmo que ler as legendas em inglês para perceber o que estavam a dizer nuns grunhidos, fingindo que aquela era a minha língua portuguesa. Assim de repente também posso acrescentar um dos filmes da saga Velocidade Furiosa (este agora passado no Brasil, mas com conversações igualmente estranhas - escapavam o Joaquim de Almeida e a Jordana Brewster, por razões óbvias).

Voltanto ao episódio da Marvel. Vamos lá ver: porque é que até os figurantes falam entre si de forma abrasileirada, estranha, com um sotaque mais rançoso que manteiga fora do prazo? Porque somos nós, portugueses, morenos e com traços meios latino-americanos (diria antes mexicanos)? E porque falamos nós bem melhor inglês (dos EUA) do que a nossa própria língua? Porque dizemos nós, portugueses, palavras PORTUGUESAS como se tivéssemos uma batata quente dentro da boca?

Eu sei que provavelmente a maioria das cenas não são gravadas nos locais que retratam mas, ainda assim, um bocadinho de esforço não fazia mal a ninguém. Já nada é "norte-americano para norte-americanos", mas sim para o mundo. Só lhes ficava bem dignificar outros locais, outros países, sendo mais precisos nas coisas com que enfeitam os seus filmes/séries (then again, toda a gente sabe que a força da gravidade do umbigo dos EUA é tremenda pelo que, na opinião da maioria, eles SÃO o mundo). Just saying...

Os bichos

Tenho sentido o meu espaço invadido por bichos. E tanto na realidade real (ontem fui brutalmente atingida por um bicho verde que se arremessou contra mim - acho que o tipo era suicida), como na virtual (blogs sobre bichos, fotos no Facebook de bichos a desfazerem-se nas bermas das estradas e merdas igualmente aprazíveis para serem vistas logo de manhã). 

Acho que os animais devem ser bem tratados. Penso um dia ter um, talvez. Mas não sou o que se chama de bichoólica, por isso ser bombardeada com tanto bicho anda a fazer-me comichões (não literalmente, entenda-se).

É engraçado, acho que chegámos a uma altura em que não gostar de criancinhas é mais do que aceitável, é motivo de orgulho. Mas já dos animais...ah não, toda a gente tem de amar todos os bichos incondicionalmente, senão é porque se trata de um ser humano desprezível que merece arder na fogueira do Inferno. Go figure...

Acerca da preocupação

(Parental Advisory: it contains strong language)

 

Como é possível eu preocupar-me tanto, quando em volta todo o mundo parece estar a cagar para tudo? Qual a utilidade da preocupação, anyway? Se tento resolver, não consigo. Se não consigo, mais vale mandar tudo para o caralho, não? E muito principalmente se o problema não é meu, comigo, causado por mim ou eu própria. Se é comigo, se não me apetece fazer nada em relação a isso, se não sei o que fazer em relação a isso, mais vale cagar para isso também, não? Pois com certeza.

A preocupação é uma força. Faz-nos pensar em soluções para um problema. Faz-nos agir para acabar com o mal-estar que ela própria causa. É físico, é mordaz, é horrível por vezes. Mas tem o seu propósito, acredito eu. Como tudo tem o seu propósito. Mas quando a coisa deixa de ter sentido, quando deixa de haver uma procura ou aceitação de eventuais soluções, esse propósito desaparece. Por isso, é mais fácil falar/escrever que fazer, mas para quê preocupar em certos casos? Que se foda o que deveria ser, que se foda a preocupação que mói cá dentro, que se fodam todo o bitching e lágrimas de crocodilo.

 

 

Devaneios da louca #2

"Sweet dreams are made of this

Who am I to disagree
I travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something

Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree
I travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something

Hold your head up, keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on, keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on, keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on, keep your head up

Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused

Hold your head up, keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on, keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on, keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on, keep your head up

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree
I travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree
I travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree
I travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something

Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree
I travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something"
 
("Sweet Dreams", Eurythmics)

Há quem deseje coisas caras...

 

Dêem-me antes uma mesinha debaixo de uma árvore.

Não preciso de vários metros quadrados de terra. Não preciso de paredes. Preciso de uma mesinha, preciso de ar fresco, de neblina, de música líquida e serena que me sossegue o espírito. Preciso de um banquinho para descansar, e preciso de uma mesinha para pousar os braços, a cabeça por vezes, a folha de papel onde vou tecer os textos grandiosos da minha vida, os panos com que vou construir os mantos que me aquecerão a mim e aos meus. 

Ai!

Para uma mariquinhas que raramente responde quando deve como eu, tenho a dizer que tenho o coração demasiado perto da boca e que a língua e os olhos que reviram são bastante mais rápidos que o meu cérebro. Pormenor: com quem não devo. Sou capaz de me calar perante uma boca aziada da colega que passa a vida a queixar-se de Deus e do mundo, mas a minha carinha-mete-nojo aparece logo perante pessoas a quem todos lambem as botas.

Filha, controla lá esse temperamento, que já sabes que não seria a primeira vez que levarias na cabeça por isso. Por muita razão que tenhas (e mais alguma até), às vezes, simplesmente, não a tens. Ponto final. É ouvir e calar.

Here we go again

Não me vou alongar neste assunto dado que existem (aparentemente) tantos "entendidos" no assunto, mas sinto necessidade de me exprimir quanto ao tema Praxe Académica

Sim, eu fui praxada. Sim, há praxes em que te pintam a cara (posso dizer que tentaram fazer-nos isso UMA vez e logo que os "manda-chuvas" se aperceberam apressaram-se a dizer para parar imediatamente e limpar tudo das nossas caras, e estou a referir-me a um símbolo minúsculo do nosso curso pintado na bochecha). Sim, há faculdades em que deviam pendurar os pseudo-doutores pelos tornozelos em praça pública pelas merdas que "mandam" fazer (se é que se pode chamar mandar, dado que na verdade a autoridade que eles têm é nula). Nunca fui humilhada, cantei, gritei, conheci gente nova, conheci sítios novos, fiz voluntariado (sim amigos, fiz voluntariado), e acima de tudo diverti-me imenso. Se eu poderia divertir-me sem praxe? Com certeza. Mas posso dizer que para uma miúda tímida como eu, a praxe ajudou. Estou-me a marimbar para quem vem com conversas de que "meh meh meh não há contribuição nenhuma da praxe para a integração do estudante". O tanas que não há. Sei de sítios onde esmagam tomates nas pernas das pessoas, enchem o cabelo de ovos e farinha, impedem os caloiros de ir às aulas levando-os antes para a praxe. Isto é errado e ninguém deveria sequer imaginar fazer tal coisa. Nunca me fizeram nada disto.

Honestamente, as praxes são estúpidas? São. São no sentido de que estás a obedecer a pessoas que não têm qualquer autoridade.

Pensem no "Jackass". É estúpido, não faz sentido nenhum, e os gajos até se magoam. Mas há quem goste e ninguém se manifesta contra isso. Aliás, o povo anda todo a delirar com as mil e quinhentas sombras de um gajo chamado Grey, que gosta de dar no lombo da namorada, e ninguém se importa. São comparações sem sentido? São opiniões. 

E é isto. E não, não é igual em todos os lados. Ninguém me obrigou. Eu fui. Eu gostei. Eu ia outra vez.

Pág. 1/6