Ah, prooonto...
...já tá tudo na paz do Senhor...
Eu vou realmente ser uma velha rabuja. Há que ter uma montanha de filhos para irem-me aturando à vez...
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...já tá tudo na paz do Senhor...
Eu vou realmente ser uma velha rabuja. Há que ter uma montanha de filhos para irem-me aturando à vez...
Era uma vez uma linda donzela que precisava de instruções de dois anormais para fazer o seu trabalho. Certa tarde, esses anormais decidiram ficar na amena cavaqueira, uma risota descomunal, em vez de dar as putas das instruções para a donzela terminar as suas tarefas (porque se não as fizer, vem a bruxa má e dá-lhe cabo do juízo).
E agora, que faço? Parto para a violência e mando-lhes um murro nas trombas?
O que se responde a um puto de seis anos que diz que não pode pôr a mesa porque é criança e precisa de aproveitar a vida?
Anyone?
Estão a vêr aquela gaveta para onde se atira tudo e mais alguma coisa (geralmente na cozinha), quando não temos assim nenhuma área específica para o guardar? Pois bem, aqui o meu estaminé É essa gaveta. Pior, em vez de atirar com tudo para qualquer canto, tenho de dar ordem à desordem na papelada que tenho até ao meu cocuruto. E depois quando é preciso alguma coisa? Ai o documento de não-sei-o-quê...está aqui com certeza...Ai e agora preciso do documento não-sei-que-mais...está aqui de certeza! Ora pois, isso e umas cuecas azul bebé, se porventura precisarem. Ah porra lá para o demónio. Gente chata!
...o povo cá do sítio vai-me fazer perder a cabeça em 5...4...3...2...1...
...nos anos 90: levantar devagarinho o auscultador do telefone do quarto para ouvir a conversa telefónica da irmã/pai/mãe na cozinha. Num daqueles trambolhos gigantes cinzentos em que se discavam os números. Aaah, os trambolhos dos anos 90...
Num dia decido experimentar salsichas com couve lombarda, no outro dizem-me que as ditas provocam cancro. Quase tão bom quanto ter o estômago virado do avesso em vésperas da despedida da barraquinha dos churros do sítio do costume.
A merda do guarda-chuva ficou no carro. OUTRA VEZ. Lá é que faz falta, sim senhora.
Talvez seja saudável apanhá-la, mais tarde, pela cabeça abaixo. Até posso ir calcando as pocinhas e berrando em plenos pulmões a música "singing in the rain". À chuva. De noite. No frio. É.
...ela publica qualquer coisa sobre vernizes. Não temam, isto não é um blog de moda (mal tenho jeito para me arranjar a mim, quanto mais dar palpites a terceiros). A Mula tinha razão! Em quê? Vejam aqui.
Já me tinha queixado da falta de tempo (e de paciência) para andar com frufrus com unhas e cabelo e não sei mais o quê. Eis que descobri o Holy Grail dos vernizes: o Perfect Gel Duo da Kiko. Ca maravilha...Eu que nunca aguento verniz nas unhas por mais que apenas umas horinhas, já vou no terceiro dia sem estalar uma pontinha que seja. Aleluia irmãos, afinal há esperança!
Sim, estou muito magra. Não, não foi porque quis.
É engraçado...nesta coisa do peso as pessoas associam discriminação e preconceito ao excesso de peso/obesidade, nunca ao baixo peso. Nunca. Ter curvas faz de uma mulher uma "mulher real", dizem. Devemos aceitar as gordurinhas, os pneuzinhos, devemos ser todos bastante felizes assim. Ironicamente, nunca ouvi dizer isto de ossinhos salientes. E porquê? Porque se associa automaticamente a imagem da magreza à anorexia nervosa. Pior, uma mulher é muito magra porque é uma burra com a mania das dietas. Ora isto poderia ser verdade se numa fase "pré-mórbida", chamemos-lhe assim, a mulher fosse mais rechonchudinha. Se era magra em pequena, sempre foi magra, e agora continua a ser magra (e se emagreceu porque esteve doente), parece-me que esta magreza também é ela própria real, natural, e por isso não é passível de ser criticada ou vista como uma coisa provocada deliberadamente pela mesma. E mesmo que fosse: anorexia nervosa é doença, não é mania (acreditem, já conheci uma pessoa com anorexia nervosa e é do piorio).
Achei que tinha passado a fase em que me tiravam as medidas com os olhos, algures na adolescência. Juro que às vezes parecia que as pessoas estavam mais preocupadas em cumprir o seu dever de cidadãos exemplares saudáveis, estando exageradamente atentas à doença da moda, do que em serem seres humanos decentes. E por isso tive professores que falavam nos intervalos com colegas minhas adolescentes, indagando se eu teria no sangue a loucura das dietas, ou então chamavam-me saco de ossos e coisas igualmente aprazíveis (sim, professores, eram uns cómicos). Afinal ao que parece também no trabalho, já adulta, me tiram as medidas. Diz que estou magra. Pois, diz que sim. Também diz que estive doente e que não aguentava nada no estômago e que ando morta por me encher de francesinhas e bolos e coisas cheias de molhos, mas nisso ninguém pensa. É a mania das dietas, pois claro!