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Atrevi-me a escrever

Penso, logo escrevo. Porque pouco me atrevo a dizer.

A moca do fim de tarde

Conhecem a expressão "pesar bacalhau"? Não? Eu explico..."pesar bacalhau" corresponde àquela altura em o corpo cede, os olhos fecham e a cabeça tomba para a frente de tanto cansaço. Até que damos um salto e depertamos e...repetimos todo o processo. Lá está, estou nessa fase. No trabalho. Nunca um anti-histamínico me fez tal coisa e hoje uma metadezinha põe-me assim. Já referi que estou no trabalho? É...

Os quês da jardinagem

Estou no trabalho, ao lado da minha janelinha. Não é uma janelinha normal, é a minha janelinha. Aquela que me ajuda a manter a sanidade mental quando o trabalho ameaça roubar-ma por completo. É a minha ligação ao mundo lá fora na maioria das horas, todos os dias. Vejo daqui o jardim, todo compostinho...estiveram ali, toda a manhã, umas flores de cócoras, com meio rabo de fora, a arrancar as ervas daninhas. Está bonito, sim senhor.

Dos condutores totós

No outro dia estava eu a chegar ao trabalho (como sempre, cheia de pressa) e apareceu-me, assim do nada, uma carrinha com o símbolo da câmara municipal, a circular aí a uns 20 km/h...O tipo ora andava mais depressa, ora abrandava, ora encostava-se à berma, parecendo que ia parar, ora arrancava novamente quando já me prontificava a ultrapassá-lo. E o pisca? Sim, querias...O gajo devia estar em contenção de custos e portanto não ligou uma única vez os piscas para poupar energia e, por conseguinte, algum graveto ao município. Irritei-me. Pronto, levou com uma buzinadela e ultrapassei-o. A resposta do gajo? Buzinava sem parar, deu sinal de luzes mesmo sendo de dia (sim, passou-lhe a poupança de energia), começou a esbracejar (giro, não? Dois braços no ar quando supostamente se está a conduzir...), berrava qualquer coisa que eu não conseguia ouvir...enfim, só lhe faltava tirar a cuequinha e abaná-la fora do vidro, em protesto. Ó amigo, vá à merdinha , sim? Estou-me a borrifar para a possibilidade de estar a contar os buracos que tinha na estrada ou quantas ervinhas seria necessário cortar antes do Natal...se está a circular na estrada tem de sinalizar tudo como os restantes condutores, sim?

Carta ao Pai Natal

 

Porra. Fui inspirada outra vez:

 

Querido Pai Natal,

Eu FUI uma boa menina. TODO o ano. E a prova disso está no facto de não ter distribuído lambadas pelas trombas de terceiros, não ter gritado até perder a voz nem ter furado os pneus de nenhuma anormalidade que por aí ande. No caso de andares à procura de defeitos para não me presentear com o que te pedi...lembra-te Pai Natal: não se julga um livro pela capa. Eu posso parecer que vou explodir, no mínimo uma meia dúzia de vezes por dia, mas no fundo, no fundo (bem no fundinho, na pontinha da unha do pé), eu sou uma gaja fofinha, doce que até mete dó.

Posto isto, e dado que eu FUI UMA BOA MENINA, eu vou receber o que pedi...certo? Certo. Portanto, onde está o meu Euromilhões? Precisas que te envie o meu NIB ou deixas em dinheiro ao pé da minha árvore?

Um beijinho e um Feliz Natal,

Ana

 

P.S.: Deixo só aqui uma notinha de rodapé...Andas a esticar-te um bocadinho, qualquer dia não passas na chaminé. Existem umas dietas de uma marca que se chama LEV, se calhar devias considerar isso, ou então começar a fazer algum exercício (correr, por exemplo...olha para não sei quantas centenas de bloggers por aí a suar as roupas de marca, por esse país fora). Estou a olhar pela tua saúde e pelos milhões de criaturas que esperam todos os anos que lhes leves prendinhas, sim?

 

(Post com patrocínio, não da LEV, mas da M.J., aqui.)

Para todo o mundo ver...

A minha mais recente investigação às profundezas do Facebook revela que agora até fotos das notas dos testes dos filhos são publicadas pelos paizinhos. Ca merda, eu cá só tinha direito a afixar o teste na porta do frigorífico... Parabéns mãe e pai, peguem lá uns likes e umas palmadinhas nas costas. Agora que já provaram ao mundo que são os melhores do Universo já podem deixar as crianças descansadinhas.

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