Os melhores critérios de sempre...
...para a contratação de alguém:
- existência de ovários
- existência de ovários em idade fértil
- existência de ovários em idade fértil e existência de intenção de os usar
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...para a contratação de alguém:
Nestes dias, já comecei inúmeros posts, cada um com um tema diferente, que apaguei, e fechei a janela sem nada publicar uma e outra e outra vez. Sentia que devia escrever alguma coisa...isto de ter um blog e não publicar nada parecia-me errado. Não foi falta de inspiração, nem falta de coisas novas. Pelo contrário, em breve a minha vida sofrerá algumas mudanças em diferentes campos, coisas boas, posso afirmar, mas que me deixam, ainda assim, assustada. Sempre tive medo de não estar à altura de novos desafios, sempre comecei a fazer contas à vida e a pensar nos planos B, C e D caso o plano A fosse pelo cano abaixo. E agora ando assim: ansiosa, nervosa, na expectativa, sem saber muito bem o que pensar.
E pronto, é isso.
Só para dizer que ainda cá estou.
Uma boa notícia que vos paralisa...há remédio para isso?
Aquelas notificações constantes do Facebook dão-me cabo da marmita. Sim, provavelmente dá para configurar a coisa de forma a não receber nada disso, mas a verdade é que de vez em quando pode dar jeito (e se for algo importante/urgente? claro que o telemóvel existe para as urgências, mas ainda assim...). "Num-sei-quem mudou a foto de perfil. Num-sei-quem tem uma publicação nova. Num-sei-quem deu um espirro..." Aaaaaaaaahhhhhh....
...a minha veia sarcástica que tanto pulsa desde ontem (aprendi com a minha mãe que não se deve desperdiçar nada), atrevi-me a discorrer sobre diferentes tipos de amigos que podemos encontrar por aí (cujas motivações me passam ao lado, e cujas definições de amizade também me ultrapassam). Ei-los:
O amigo caracol
É aquele amigo que leva tudo às costas quando sai, incluindo um ou dois amigos porque fazer algo sozinho é demasiado complicado. Precisa de renovar o Cartão de Cidadão? Chama o amigo. Precisa de comprar uns comprimidos para a obstipação? Chama o outro amigo. Os amigos são perfeitos acessórios, indispensáveis em qualquer deslocação que se faça: "ora, lenços de papel...check, carteira...check, chaves de casa...check, chaves do carro...check, amigo...check". Este fénomeno é ainda mais visível em casais: cansados da monotonia, estes casais não saem para lado (absolutamente) nenhum sem levar outro casal no atrelado (longe de mim insinuar que não é pela bela da amizade em si mas porque cada membro do casal precisa de uma distração!).
O amigo puxa saco
O amigo puxa saco adora colocar aquele seu amigo num pedestal. É o amigo que reforça o quão garanhão o seu amigo é, que boa era a "gaja que ele papou no outro dia", que mostra ao seu amigo que este sacou o perfeito cavalinho ao andar de mota, que se ri das piadas do amigo até sangrar (hoje em dia penso que também se aplica a elogios ao tom de pele ou ao decote em "v" perfeito e depilado que o amigo tem). É também aquela criatura que idolatra a sua amiga, que lhe elogia o cabelo tão loiro, a pele tão morena, a cara tão linda, o corpo tão fantástico. É aquela que segue a amiga para qualquer lado como um cãozinho e o seu maior sonho é crescer para ser a encarnação da mesma. Estes são aqueles amigos que as pessoas que precisam de festinhas no ego constantes gostam de ter por perto.
O amigo ilusão de ótica
Desconheço se isto acontece entre homens, mas entre mulheres este parece ser um fenómeno frequente. O amigo ilusão de ótica é aquele que, por ser ligeiramente mais feio e menos arranjadinho, torna-nos mais bonitos só por estarem ao pé de nós, sobretudo à noite, ou com gente bêbada ou que veja mal ao longe. A amiga ilusão de ótica é aquela que, por comparação, vai transformar as amigas nas maiores boazonas do pedaço (maiores que a Sara Sampaio). Estas amigas são perfeitas para mulheres com probleminhas de auto-estima.
O amigo booty call
Penso que este dispensa explicações. É um amigo. Tem um booty. Tem um telemóvel para o qual se pode call. Sobretudo quando faz frio à noite.
O amigo seca-call
Este é o amigo (geralmente amigos, no plural) para o qual certas criaturas ligam quando estão a apanhar seca ou quando estão entediados, sendo que, habitualmente, nunca se lembram deste(s). Estes são uma espécie de amigos de recurso. Conhecia um tipo que devia ter alguns amigos seca-call (provavelmente eu estava incluída na lista): de vez em quando, do nada, mandava uma mensagem com "ola" (sim, sem pontuação nem maiúsculas); creio que enviava a mesma mensagem para uma lista de pessoas à espera de alguém que respondesse, em momentos de tédio.
E assim concluo a minha lista. Esqueci-me de alguém?
O meu querido namorado enviou-me um trecho de uma notícia...ao que parece andaram na terrinha a roubar automóveis e galinhas.
A minha única questão é: para que raio precisariam eles de automóveis?
Sobre amizade.
Essa coisa bela e amarela que as pessoas gostam muito de publicitar no Facebook, com frases repletas de amor e carinho, com juras de devoção eterna. Ah, que linda é a amizade, que lindos são os amigos, que são tão únicos e estáveis (e envergonham os outros com a sua grandiosidade). Que lindos são, sobretudo na minha cabeça, quando me recordo de os ouvir falar mal uns dos outros. Que lindo...
...e constatei que estava a usar uma colher enferrujada. É bem, devo estar a precisar do ferro...
Coisa engraçada esta...quantos de vós já se aperceberam que o sabor das coisas muda com o tempo?
Recordo com saudade os tempos já idos em que fechava os olhos ao morder uma fatia de pão com Tulicreme de avelãs. Era, para mim, uma novidade, e era tão bom! Sabia a pedaços de nuvem coloridos, a saltinhos entre poças de água. Anos mais tarde, provei novamente esta que era outrora uma dádiva dos deuses para mim. Era doce, era gostoso, só. Já não me sabia a sonhos e a brincadeiras.Tal como o Kit Kat...oh como eu adorava Kit Kat...Em pequena a minha mãe trazia um, muito raramente, quando assim era possível que o dinheiro não sobrava, um que era ainda dividido por três pequenos. Continuo a gostar, continuo a comer, mas nunca mais o sabor foi igual. Questiono-me se amplificamos o sabor de tudo em crianças, quando tudo é novo e bom, ou se é a (pouca mas alguma) privação que nos faz valorizar as coisas, mesmo sendo pequeninos. Hoje em dia tudo se apresenta em abundância e eu pergunto: perante tanto de tudo, tudo terá o mesmo sabor?