Ontem, entre o zapping descontraído de um domingo à noite, "estacionei" n'"A Quinta" da TVI, assim numa de curiosidade mórbida de quem passa devagarinho na estrada a observar um acidente de viação.
Pelo que constatei, existe lá dentro uma Lili, e esta Lili tem um namorado (desconheço o nome). Ora, a Lili tem outro pretendente lá dentro. Um tal de Luís. Em benefício dos espetadores voyeurs (ontem, eu incluída), foi a Teresa Guilherme juntar estes três, possíveis elementos de um triângulo amoroso (assim esperava Teresa, e a TVI) que fosse despoletar uma subida das audiências. E além de um potencial triângulo, de que se falou na presença destes? De muita coisa. Incluindo de trechos que passaram, àquela hora, na TVI, com o best of dos nomes "carinhosos" que o namorado da Lili chamava à sua cara metade. Lembro-me, pelo menos, da besta chamar-lhe carinhosamente "burra" por diversas vezes, e segundo ela, "prostituta" (provavelmente "puta"). E a boa da Teresinha chama o menino à atenção, ao mesmo tempo que lhe dá alguma razão pois a Lili "anda sempre de trombas" e "não (lhe) dá um sorriso". Numa altura em que muito se fala da violência no namoro, e dado que infelizmente são estas as criaturas que servem de modelo aos jovens de hoje, é de uma falta enorme de bom senso tentar racionalizar tais atos na televisão. A Teresa Guilherme a dar "alguma" razão ao menino? Ela não parece ter propriamente ter idade nem feitio para "levar desaforo para casa" (logo, por que raio alguém deveria de levar?), por isso só posso concluir que falar com gente, separados por um ecrã de televisão, faz deles bichos e não pessoas. E dizia ainda o rapaz que aquilo fora tirado do contexto...que ele estava a meio de uma discussão...Amigo, a meio de uma discussão ou não, és uma besta na mesma, percebes? Puta é puta. Mesmo dito no meio de meiguice, ou depois de te arrancarem os testículos...puta é puta. Não é admissível de forma alguma. E digo mais: mais besta ainda é quem faz disso uma coisa aceitável. Aquela atitude permissiva que deturpa tudo é tão prejudicial quanto o ato em si.